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Criação de conteúdo digital em 2021: 10 tendências que você precisa conhecer

Criação de conteúdo digital em 2021: 10 tendências que você precisa conhecer

Quem poderia prever, no final de 2019, que o ano seguinte chegaria abalando todas as nossas estruturas? A pandemia do novo coronavírus e a devastação provocada pela COVID-19 impactou diretamente todas as esferas da vida em sociedade. A atividade virtual, que já tinha destaque antes de 2020, teve um boom, forçando uma espécie de reinvenção das marcas e dos profissionais do mundo digital, acompanhando as mudanças do dia a dia das pessoas, seus interesses e necessidades.

Em entrevista ao site IG, no final de 2020, Alex Monteiro, sócio e fundador da Non Stop, a maior agência de influenciadores digitais da América Latina, afirmou que o crescimento da atividade virtual foi positivo para o segmento do marketing de influência, que deve seguir evoluindo este ano. 

 

 

As mudanças de comportamento certamente não foram poucas, e são elas também que apontam as tendências do mercado de criação de conteúdo para a internet em 2021.

É até difícil dar conta de tanta novidade, mas agrupamos as principais delas pra você neste artigo, dentro do nosso universo. Confira!
 

1) Marcas e produtos próprios

Além de promover produtos e serviços de outras marcas, chegou a vez de criadores de conteúdo criarem e promoverem marcas e produtos próprios. Esse tendência que se iniciou no ano passado tende a ficar ainda mais forte em 2021. Alguns exemplos são o Thiago Nigro, que em dezembro lançou seus próprios sneakers em parceria com a Fiever, marca do grupo Arezzo. E o Paulo Cuenca, que vem obtendo grandes resultados com a venda de seu próprio conhecimento através de cursos na internet. 

 

2) Influenciadores Virtuais

Outra tendência interessante são os influenciadores virtuais. São personagens digitais/virtuais, como a Lu, da Magazine Luiza, que tem quase 5 milhões de seguidores no Instagram, ou a Lilmiquela, uma jovem digital desenvolvida pela Bud, uma empresa de Los Angeles, nos Estados Unidos, que se aproxima dos 3 milhões. Além de humanizar um pouco mais a marca, um dos possíveis motivos para o aumento do interesse em personagens digitais segundo uma matéria da Startups, é justamente a desconfiança com relação à autenticidade dos influenciadores e suas publicidades. 

 

3) Social Commerce

O Social Commerce também é uma tendência, principalmente depois que redes sociais como Instagram, Facebook e TikTok desenvolveram ferramentas que permitem que você monte sua própria loja usando essas mesmas plataformas de interação social. Você pode exibir e falar dos seus produtos normalmente através do seu perfil e permitir que a pessoa compre por ali mesmo. Da mesma forma, influenciadores podem conectar suas contas ao produto da marca que estão divulgando e permitir que o público compre diretamente de seus perfis. Esse foi um dos pontos mais destacados pela Ketchum em seu relatório sobre as tendências do marketing de influência para 2021.

 

4) Vídeos curtos continuarão firmes e fortes

Os vídeos têm ganhado destaque nas mídias sociais, em especial, vídeos curtos, com o surgimento do TikTok e o lançamento do Reels, pelo Instagram. Com essa tendência, que também entrou no relatório da Ketchum, os aplicativos de vídeos curtos também ganham destaque. É um desafio para as marcas e criadores de conteúdo digital, que precisam ser criativos e desenvolver formas de passar a mensagem com mais eficiência e em bem menos tempo. 

 

5) Relações mais profundas e longevas entre marcas e influenciadores (Yay!)

Parcerias de longo prazo com as marcas é outra forte tendência para 2021 segundo uma reportagem da Forbes. As marcas estão investindo em comunidades de influenciadores e programas de embaixadores. A ideia é reforçar a autenticidade das publicidades. Mostrar que aqueles influenciadores estão fazendo campanha para uma determinada marca porque, efetivamente, acreditam nela. 

 

6) Slow Content terá sua vez

Quem acompanha a criação de conteúdo para as redes sociais há mais tempo deve ter reparado, nos últimos anos, um aumento na frequência de publicações e de atividade virtual. Esse movimento acompanhou uma tendência que entendeu ser necessário um grande volume de conteúdo para se ter visibilidade, agradando os algoritmos do Google e das redes em geral. Uma lógica que priorizava a quantidade, ao invés da qualidade.

Agora, segundo a Rock Content, essa lógica se inverteu. O formato que ganhou o nome de Slow Content (conteúdo lento) vem crescendo e muitos profissionais do meio digital já começaram a operar a partir desse conceito.  

 

7) Humanização de conteúdo

Conteúdos mais profundos e com mais significado também são tendência para os próximos anos, assim como marcas mais humanas e comprometidas com o coletivo. O posicionamento diante de questões referentes à nossa vida em sociedade e à degradação do planeta são cada vez mais exigidos pelo público.

O ano de 2020 e o novo coronavírus colaboraram bastante para que esse debate virasse tendência na busca do afastamento de uma vida artificial que o ambiente virtual muitas vezes apresenta. 

 

8) Micro e nano influenciadores ganham holofotes

Na mesma onda das relações mais consistentes com as marcas, as empresas devem buscar mais os micro e nano influenciadores, não apenas com a intenção de gastar menos, mas de aproveitar essas comunidades menores, porém altamente engajadas. Falar diretamente para o público de interesse e aumentar a possibilidade de conversão.

 

9) O crescimento do termo "creator"

Outra tendência curiosa apontada em outro artigo da Forbes, que também tem total relação com diversas outras que já citamos, é o crescimento do termo “creator” diante do popular “influencer”. A expressão “influenciador digital” ou “influencer” ficou muito associada a um conteúdo superficial de internet.

Já os criadores de conteúdo são muito mais do que celebridades nas redes, eles muitas vezes atuam como fotógrafos, videomakers, redatores, diretores de criação, entre outras funções que trazem mais qualidade para o conteúdo final. Confira este artigo que explica um pouco mais sobre a diferença entre influenciador digital e criador de conteúdo.

 

10) Conteúdo orientado por dados

Uma última tendência, que também se relaciona com o slow content e a prioridade da qualidade e não da quantidade, é uma atenção maior à análise de dados e performance de conteúdo.

Na correria de postar a maior quantidade de coisas possível, as análises muitas vezes, quando são usadas, são mal feitas e pouco profundas. Com mais tranquilidade para produzir conteúdos de qualidade, deve crescer o uso do marketing orientado por dados, as análises sobre as abordagens eficientes e as melhores estratégias para bons resultados.

 

Está preparado para essas tendências? 

 


 

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Viva de Conteúdo
Elaine Villatoro
Elaine Villatoro Seguir

Apaixonada pelas experiências de vida que as viagens proporcionam, Elaine Villatoro é fundadora do blog Live More, Travel More que nasceu em 2014 e desde 2019 é uma empresa de negócios digitais.

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